Desentendimento aconteceu depois que a parlamentar tentou falar durante a apresentação de uma empresa de biomassa e energias renováveis que poderá se instalar em Canindé.

Um momento de tensão marcou a apresentação de um projeto envolvendo uma indústria de biomassa e energias renováveis que poderá ser instalada em Canindé. O episódio envolveu o prefeito Professor Jardel, a vereadora Suely Cabral, conhecida como Suely da Reserva, e o marido da parlamentar.

De acordo com relatos de pessoas que acompanharam o evento, a vereadora tentou, por diversas vezes, fazer uso da palavra para apresentar questionamentos relacionados ao empreendimento. O pedido, no entanto, não teria sido atendido pelo prefeito.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que Suely solicita novamente o microfone. Na sequência, o prefeito nega o pedido e anuncia o encerramento da reunião.

Diante da situação, o marido da vereadora questionou a forma como a parlamentar estava sendo tratada e saiu em sua defesa. Durante o desentendimento, o prefeito Jardel chamou a vereadora e o esposo de “casal mal-educado”.

A declaração repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. Parte dos internautas criticou a postura do gestor e afirmou que a vereadora deveria ter recebido espaço para apresentar seus questionamentos. Outros usuários defenderam que as regras e a organização da reunião deveriam ser respeitadas.

Questionamentos ambientais

Suely da Reserva é conhecida por sua atuação em pautas relacionadas ao meio ambiente. A expectativa era de que a parlamentar apresentasse questionamentos sobre os possíveis impactos ambientais da atividade industrial, especialmente em relação à origem e à utilização da madeira empregada na produção de biomassa.

A instalação de uma indústria dessa natureza pode gerar expectativas relacionadas à criação de empregos e ao desenvolvimento econômico. Ao mesmo tempo, o projeto desperta questionamentos sobre licenciamento, fiscalização, origem da matéria-prima e possíveis impactos sobre a vegetação da Caatinga.

Esses pontos, porém, deverão ser esclarecidos pela empresa e pelos órgãos públicos responsáveis. Até o momento, não foram apresentados no material encaminhado detalhes técnicos suficientes para avaliar o projeto ou seus possíveis impactos ambientais.

O espaço permanece aberto para que o prefeito Professor Jardel, a vereadora Suely da Reserva e os representantes da empresa apresentem suas versões e esclarecimentos sobre o episódio e o empreendimento.