O Conselho de Administração da Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. A companhia informou que a medida pretende criar um ambiente jurídico estável para a negociação e a implementação da reestruturação de suas dívidas.

O pedido ainda será protocolado e integra um plano de reestruturação que vem sendo negociado pela empresa com credores e investidores. No Brasil, a Braskem reconhece dívidas que totalizam US$ 10,9 bilhões, valor equivalente a cerca de R$ 56 bilhões pelo câmbio informado no texto.

Segundo a companhia, o processo terá alcance exclusivamente financeiro. As obrigações com fornecedores, clientes e demais partes interessadas não serão incluídas e continuam válidas, com previsão de cumprimento conforme os contratos.

Em junho deste ano, a Braskem havia solicitado proteção financeira judicial. O pedido foi aceito pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, que suspendeu por 60 dias a execução das dívidas.

O prazo da suspensão judicial terminaria nesta terça-feira (25). A aprovação do pedido de recuperação extrajudicial pelo conselho ocorre no contexto das negociações da empresa para reorganizar seus compromissos financeiros.

Criada em agosto de 2002, a Braskem surgiu da integração de seis empresas dos grupos Novonor, antiga Odebrecht, e Mariani. A petroquímica mantém fábricas no Brasil, na Alemanha, nos Estados Unidos e no México, onde produz resinas termoplásticas e outros produtos utilizados em diferentes cadeias produtivas.