As vendas de títulos públicos para pessoas físicas pelo Tesouro Direto alcançaram R$ 11,67 bilhões em julho. Segundo o balanço divulgado pelo Tesouro Nacional, esse foi o maior volume já registrado para o mês.
O resultado foi o terceiro maior do ano. O recorde histórico permanece com março, quando as vendas chegaram a R$ 14,79 bilhões. O Tesouro Reserva, novo título atrelado aos juros básicos, respondeu por R$ 1,79 bilhão, equivalente a 15,3% do total vendido no mês.
Os papéis vinculados à Selic concentraram 51,2% das vendas de julho. Desse grupo, as Letras Financeiras do Tesouro representaram R$ 4,18 bilhões, ou 35,8% do total. Os títulos corrigidos pelo IPCA responderam por 27,1%, enquanto os prefixados somaram 15,5%.
O Tesouro Renda+, voltado ao financiamento de aposentadorias, correspondeu a 4,3% das vendas. Já o Tesouro Educa+, criado para formar uma poupança destinada ao ensino superior, teve participação de 1,9%.
O estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 272,26 bilhões no fim de julho, alta de 3,73% em relação ao mês anterior e de 46,58% na comparação com julho do ano passado. As vendas superaram os resgates em R$ 7,37 bilhões no período.
O programa registrou a entrada de 270.502 investidores em julho e encerrou o mês com 36.124.180 cadastrados. O número de investidores ativos, que possuem operações em aberto, alcançou 3.808.491, crescimento de 22,89% em 12 meses.
As operações de menor valor continuaram predominantes. Aplicações de até R$ 5 mil representaram 78,4% das 1.444.518 vendas realizadas no mês, enquanto aquelas de até R$ 1 mil corresponderam a 55,5%. O valor médio por operação foi de R$ 8.076,26.
Em relação aos prazos, os títulos de até cinco anos responderam por 43,4% das vendas. Os papéis com vencimento entre cinco e dez anos representaram 39,8%, e os de prazo superior a dez anos ficaram com 16,8%.





