O Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Macaíba, foi escolhido para receber o novo supercomputador de inteligência artificial que será adquirido pelo governo federal.
O equipamento terá custo de pouco mais de R$ 1 bilhão, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O edital para a compra deverá ser publicado no Diário Oficial da União, conforme o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A infraestrutura está prevista para alcançar 7.200 petaflops, capacidade equivalente a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. O desempenho estimado é muito superior ao do Santos Dumont, atualmente apontado como o supercomputador mais potente do país, com 27 petaflops.
O processamento será executado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e ficará disponível para empresas, universidades, instituições científicas e governos. Entre as aplicações previstas estão o treinamento de modelos, a realização de pesquisas e o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial.
Segundo o governo federal, a escolha do Rio Grande do Norte considerou a necessidade de reduzir desigualdades regionais na área tecnológica e a disponibilidade de energia renovável. O estado é líder na produção de energia eólica.
O projeto integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que reúne ações voltadas à infraestrutura tecnológica, à formação de profissionais, à transferência de tecnologia, à governança e à soberania digital. O edital também deverá prever medidas de capacitação, pesquisa e desenvolvimento, conteúdo local e participação de fornecedores brasileiros.
A previsão apresentada pelo MCTI é capacitar 5 mil brasileiros em cinco anos. A ministra Luciana Santos afirmou que o supercomputador ajudará a reduzir a dependência de processamento realizado no exterior e que o equipamento ficará entre os dez mais potentes do mundo.
Durante o evento no estado, também foi anunciada uma cooperação para estruturar uma alternativa brasileira de armazenamento e processamento de dados e sistemas. O acordo envolve o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o Serpro e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.





