Os juros altos são o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras. Nas operações de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os juros foram citados por 69% dos empresários.
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Apesar de ainda liderarem o ranking de obstáculos, as taxas perderam peso em relação à pesquisa anterior. Em 2025, eram apontadas por 80% das empresas nas operações de curto e médio prazo e por 71% nas de longo prazo.
Outras barreiras
A burocracia foi mencionada por 13,6% dos empresários nas operações de curto e médio prazo. Já no longo prazo, a segunda dificuldade foi o prazo de carência considerado insuficiente, citado por 18,9%.
Principais obstáculos
- Juros elevados: 76% no curto/médio prazo e 69% no longo prazo;
- Garantias reais: 33,4% e 31,5%, respectivamente;
- Burocracia: 13,6% no curto/médio prazo;
- Carência insuficiente: 18,9% no longo prazo.
Busca por crédito
- Curto/médio prazo: 24,7%, contra 20% em 2025;
- Longo prazo: 37,2%, contra 33% no ano anterior.
Cédulas de R$ 100 Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Crédito para despesas
O percentual ficou acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção ou instalações (11,6%).
Segundo a CNI, o movimento chama atenção porque linhas de longo prazo normalmente são destinadas a investimentos, enquanto despesas como folha de pagamento, materiais e insumos costumam ser financiadas por operações de menor duração.
Menos custos
Também aparecem entre as principais sugestões:
- Ampliação das linhas públicas: 22,8% no curto/médio prazo e 26,3% no longo;
- Simplificação das exigências bancárias: 21,1% e 22,1%, respectivamente.





