A taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho ficou em 5,3%, segundo os dados da Pnad Contínua. Esse foi o menor resultado para o período de três meses desde o início da série histórica, em 2012.
O índice recuou em relação ao trimestre terminado em abril, quando estava em 5,8%, e também ficou abaixo dos 5,6% registrados no mesmo período do ano passado.
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior da série histórica. Entre os trabalhadores com carteira assinada, excluindo os empregados domésticos, o contingente alcançou 39,4 milhões.
Já o número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 13,8 milhões, alta de 3,6% em relação ao trimestre encerrado em abril, o equivalente a 477 mil pessoas a mais.
Segundo a análise da pesquisa, o avanço da ocupação no período foi puxado pela construção civil, principalmente entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de edifícios. O setor de transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativos, teve crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.
O contingente de pessoas desocupadas ficou em 5,8 milhões, uma redução de 503 mil pessoas, ou 8%, em relação ao trimestre de fevereiro a abril. A população desalentada, formada por quem não procurou emprego por acreditar que não conseguiria uma vaga, caiu 9,7% e somou 2,3 milhões.
A taxa de informalidade foi de 37,5%, acima dos 37,2% registrados até abril. O indicador considera trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregadores sem CNPJ.
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762, com recuo de 0,7% na comparação com o trimestre anterior. O IBGE classificou a variação como estável.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários e autônomos. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa ter procurado trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa.





